




" Seu bisavô fora guardador de gado,
Guardador de gado seu avô, seu pai;
Criou filhos e netos como foi criado,
E morreu ditoso porque o seu cajado
Seu rebanho ainda pastorando vai! "
Tivesse eu do céu os bordados panos, Talhados com dourada e prateada luz, Os azuis e os foscos e os escuros panos Da noite e do dia e da meia-luz, Eu estenderia os panos a teus pés: Mas eu, sendo pobre, tenho apenas os meus sonhos; Já estendi os meus sonhos a teus pés; Caminha suavemente porque caminhas nos meus sonhos. (Yates)
O vermelho simboliza a alegria...o sangue derramado na batalha e a raiva. Este navio que outrora foi vermelho, jaz sem alegria, sem raiva e simboliza a batalha contra o tempo perdida.
Ao olhar a foto temos a impressão de ver uma paisagem chinesa, habilmente pintada com paciência de chinês!
Mas ao ver a mesma foto, temos um misto de texturas que nos deixa sem saber o que se vê! Eu sei, é tinta estalada em cima de tábuas de madeira, mas é muito mais do que isso... só não sei o quê!
Se a Laura dos meus loucos desvarios
Fosse menos soberba e menos fria,
Eu pararia o curso aos grandes rios
E a terra sob os pés abalaria.
(Cesário Verde)
São teus, mulher!
Voltei com colares de contas para te dar.
Não trouxe peixe, só fome...
Mas tenho a esperança no olhar.
Qual neve no cume das montanhas reflectindo a luz, o sal se acomula, dádiva no mar e do trabalho dos homens, amado pelos romanos que recebiam em sal o seu salarium.
De pedras feito,
por caminhos abandonado,
pela natureza escolhido,
pela vida bafejado.
É uma imagem sorreal, pintada a carvão na tua pelicula, explica-me um dia como conseguiste pintar a luz entre as nuvens... a natureza não se imita!
Nasci neste socalco.
Já fui nova.
Já fui linda.
Já me vesti de cores garridas.
Só me ensinaram a trabalhar.
Mas eu aprendi a cantar.
Ainda sei sorrir.
Hei-de morrer aqui, neste socalco...
Quando o sol se levanta, já os homens voltam da faina. O cansaço e a saudade navegam à bolina. Nas mãos fortes, calejadas e grossas, as bolhas de água indicam o vai e vem das cordas que prendem as redes. O sol adormece a dor e as cordas descansam... numa lógica perfeita de curvas e contra curvas.
O muro não tem início nem fim... Num muro feito de eternidade jogam quatro velhos mortais. As suas faces enrugadas contrastam com a pedra polida. A pedra domina o homem. O fim da sua vida aproxima-se, a fiada de árvores e o muro ficarão lá, para outra geração, sem frio, sem mesa, sem falta de tempo...
. Barracão
. Gaivotas
. Cinzas
. Muralha
. Portão
. Junta
. Pátio
. Pastor
. Porto
. Pinheiro
. Carga
. Flores
. Menino
. Chão
. Ruela
. Barrosã
. Igreja
. Árvores
. Escadas
. Banco
. Caminho
. Rua
. Cultivo
. Tanque
. Estendal